Planejamento de Carreira em cursos de curta duração por meio da extensão universitária

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O mercado de trabalho, cada vez mais exigente, está provocando entre os profissionais, um desejo de melhor posicionamento frente à competição acirrada. Na busca pelo melhor posicionamento, como eles podem explorar os seus pontos fortes, identificar oportunidades, definir objetivos, estabelecer metas, escolher estratégias, agir e avaliar resultados?

As relações entre as organizações e os profissionais estão passando por grandes mudanças porque a dependência transforma-se em parceria e abre novos espaços para o desenvolvimento de carreiras inéditas. As organizações têm valorizado cada vez mais os conhecimentos que os profissionais têm obtido nos cursos de graduação e pós-graduação. Os profissionais, por sua vez, têm atualizado os seus conhecimentos por meio dos cursos de curta duração, oferecidos pela extensão universitária de diversas instituições de ensino superior.

1 - A valiosa âncora de carreira

Para perceber as principais tendências no mercado de trabalho, devemos nos conscientizar de que a educação continuada representa uma valiosa âncora, que não podemos abrir mão, seja qual for o rumo que as nossas carreiras venham a tomar. A educação continuada é um processo que visa nos tornar responsáveis pela nossa própria educação.

No sentido figurado, podemos definir âncora como proteção, amparo, abrigo. A valorização de uma âncora, na maioria das vezes, está relacionada aos ambientes que frequentamos ao longo de nossa vida. É razoável considerar que os principais ambientes ao longo de nossa vida são a família, a escola e o trabalho. Muitos valores que aprendemos em família são tão fortes, que os praticamos todos os dias com as mais variadas pessoas de nosso relacionamento.

A escola, por sua vez, é um palco onde muitos de nossos valores podem ser diferentes dos valores dos professores e dos demais colegas de classe. Nos cursos de curta duração – via extensão universitária – o convívio com os professores e colegas é muito importante visando a criação de uma rede de relacionamentos que poderá alavancar a carreira de todos os envolvidos.

Porém, é no trabalho que os nossos valores devem ser mais alinhados com os valores das organizações. É no trabalho que experimentamos a aplicação de nossos conhecimentos, habilidades, atitudes por meio de entregas adequadas visando atingir os nossos objetivos profissionais a partir do planejamento estratégico das organizações.

A palavra carreira se origina do latim via carraria, estrada para carros. Quando nós trafegamos por uma estrada devemos respeitar a sinalização, os limites de velocidade e ter a devida habilitação para dirigir. Se estas condições não forem respeitadas, estamos sujeitos às penalidades aplicadas pelos órgãos responsáveis pelas leis de trânsito. Por analogia, ao longo de nossa carreira em uma organização, também devemos respeitar a cultura organizacional, sua hierarquia formal e ter a devida qualificação profissional.

Ao longo da estrada vamos nos deparar com outros veículos em velocidades e destinos diferentes. Nas organizações, os profissionais iniciam sua trajetória em momentos diferentes e com qualificações diferentes. Podemos entrar numa estrada com sol, chuva, nevoeiro e, ao longo do trajeto, encontrar acidentes, obras e desvios. Nas organizações, ajustes e correções de rota são necessários para acompanhar as mudanças no mercado, porque elas representam o grande complexo social e tecnológico voltado para objetivos econômicos, na busca da oferta de bens e prestação de serviços.

2 - As necessidades do mercado de trabalho

Na extensão universitária existem oportunidades para conversar sobre a importância do planejamento de carreira e debater sobre três necessidades sempre lembradas pelos líderes nas organizações: produzir em equipe, comunicar-se com objetividade e cultivar relacionamentos.

2.1 – Produzir em equipe.

Os profissionais que, individualmente, produzem bons resultados sempre serão bem avaliados. Porém, se demonstrarem dificuldades para desenvolver atividades em grupos – que têm vida útil cada vez mais curta e que, por esta razão devem apresentar resultados imediatos – vão perder grandes oportunidades de crescimento e enriquecimento de carreira.

No ambiente corporativo, as equipes multifuncionais enfrentam muitas situações que contribuem para a compreensão do negócio da empresa e do comportamento do cliente, em vários setores da economia. O conceito de trabalho em equipe - na perspectiva das organizações que investem e reinvestem em aprendizagem - é cada vez mais aplicado porque, cada integrante da equipe, pode compartilhar com os seus colegas, aquelas valiosas informações que estão ao seu alcance, possibilitando que as atividades sejam desenvolvidas com padrões elevados de qualidade.

2.2 – Comunicar-se com objetividade.

No campo da comunicação, as pessoas que sabem transmitir de maneira simples e objetiva o que estão pensando têm acesso às melhores oportunidades nas organizações. A habilidade de transmitir ideias com clareza e segurança é de fundamental importância, uma vez que é crescente a demanda pela formação de grupos multifuncionais, reunindo colaboradores de vários departamentos e de diferentes formações profissionais, na busca por soluções inovadoras.

No processo de comunicação e relacionamento interpessoal, dentro das organizações, ocorrem profundas transformações tendo em vista o achatamento das estruturas hierárquicas. Cada vez mais as pessoas responsáveis pelas decisões estão se aproximando daquelas que fazem o produto final ou prestam serviços ao cliente.

2.3 – Cultivar relacionamentos.

Em cada ambiente nos relacionamos com pessoas que direta ou indiretamente irão influenciar as nossas vidas. Cultivar relacionamentos tem sido uma das mais discutidas necessidades no mercado de trabalho porque o conceito de fidelidade dos colaboradores para com as organizações mudou a partir do momento em que estas começaram a reduzir os níveis hierárquicos.

As melhores oportunidades de trabalho não estão somente nos classificados dos jornais, nas agências de emprego ou nos bancos de dados dos headhunters, mas principalmente, nos relacionamentos que aprendemos a cultivar ao longo de nossa carreira.

3 - Os nossos comportamentos e as necessidades do mercado de trabalho

Identificadas as três necessidades lembradas pelos líderes, podemos agora analisar os três comportamentos que poderíamos desenvolver para melhor dialogar com as organizações.

O primeiro comportamento está relacionado ao aprimoramento da percepção sobre as próprias expectativas profissionais. O autoconhecimento é fundamental no processo de planejamento de carreira, uma vez que não existem fórmulas infalíveis para construir uma carreira de sucesso, até mesmo porque o conceito de sucesso pode variar de pessoa para pessoa.

É necessário que a análise de expectativas profissionais seja um exercício constante em nossas vidas, uma vez que, a partir dos valores aprendidos na família, escola e trabalhos anteriores, podemos atuar sobre o presente e projetar nosso futuro.

O segundo comportamento consiste em alinhar as nossas atribuições profissionais com a realidade do mercado de trabalho, relembrando que a carreira é uma estrada onde – em determinados momentos – podemos estar parados com o nosso carro no acostamento, trocando um pneu, embaixo de chuva e de madrugada, sendo que o próximo posto de serviço se encontra a quarenta quilômetros de distância. Aborrecimentos momentâneos podem servir de lição para que, no futuro, desenvolvamos alternativas que nos auxiliem a conviver melhor com os imprevistos e as contrariedades.

O terceiro comportamento se baseia na habilidade de elaborar uma estratégia particular para competir no mercado de trabalho, por meio da educação continuada. Muitos profissionais, que se consideram academicamente qualificados perdem as suas posições diante dos concorrentes que possuem melhor conhecimento dos ambientes onde ocorrem as competições.

Por meio do planejamento de carreira, os profissionais – atentos a estes três comportamentos – identificam as melhores estradas nas organizações porque os planos de ação, oriundos do planejamento estratégico, transformam-se em plataformas extremamente úteis, revelando investimentos no negócio, de onde podem surgir oportunidades para redirecionarem as suas carreiras.

João Florêncio Bastos Filho – Consultor, palestrante e professor especialista em Planejamento de Carreira, Certified Management Consultant pelo International Council of Management Consulting Institutes e ex-consultor de Desenvolvimento Gerencial da Caterpillar Brasil e da Moore Brasil. https://www.linkedin.com/in/joaoflorenciobastos

(19) 3368-1758 / 99865-4060 | Skype: careerplanjfb1 | joaoflorenciobastos@gmail.com

 

 

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