As Doutoras da Igreja Católica

  • 12/10/2017
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As poucas doutoras da Igreja Católica narram a saga de ser mulher na ideologia teológica do catolicismo.

 

 

A história da Santa Igreja Católica desde de tempos muito remotos até aos mais modernos, existiram mulheres que se destacaram por sua dedicação ao religioso e por uma vida devotada à santidade. São mulheres místicas, religiosas, legais, mães e que entraram para a lista de santos e suas histórias são inspiradoras.

 

Entre as inúmeras mulheres que se tornaram santas, algumas ganharam o título de Doutora de Igreja Universal por seu notório saber teológico, deixaram uma fundamentação contribuição para melhor compreensão de algum ponto da doutrina da Igreja e sua vivência.

 

A Igreja Católica somente reconheceu formalmente apenas trinta e seis doutores, entre os quais somente cinco mulheres. Teresa de Ávila,

Catarina de Sena, Teresinha de Liseiux e, por derradeiro, a monja beneditina Hildegarda de Bingen.

 

Teresa de Jesus nasceu em Ávila, na Espanha, viveu entre 1515 e 1582. E, recebeu o título de doutora em 1970, pelo Papa Paulo VI. o que fez com que Teresa fosse declarada Doutora da Igreja para Paulo VI foi a sua singular contribuição como mãe e mestra da vida espiritual. Para ele, foi essa a “luz mais viva e penetrante” que deixou como herança para toda a Igreja. 

“O grande bem que Deus faz a uma alma quando a prepara para praticar com ardor a oração mental...porque a oração mental, segundo o meu parecer, é simplesmente um modo amável de tratar que muitas vezes empregamos ao falar a sós com Aquele que sabemos que nos ama” (do livro Vida, de Teresa de Jesus) 

 

Catarina de Sena igualmente proclamada pelo Papa Paulo VI, era uma religiosa dominicana, nascida na Itália e viveu de 1347 a 1380. Segundo Papa Paulo VI, recebeu merecidamente o título por sua peculiar existência de sua doutrina, quando inúmeros conflitos surgiram contra o Papa.

 

A doutrina de Santa Catarina não era adquirida, pois ela mostrava-se mais como mestra do que discípula. Ficou marcada por sua atuação em defesa da Igreja e do Papa especialmente no final da Idade Média, quando inúmeros conflitos surgiram contra o Papa. Viajando de cidade em cidade, Catarina interveio para o restabelecimento da paz, sendo assim uma forte defensora do Papado.

 

Em seu leito de morte deixou a seguinte oração como verdadeiro testemunho de fé e amor a Deus: Ó Deus eterno, recebe o sacrifício da minha vida em benefício do Corpo Místico da Santa Igreja. Eu não tenho outra coisa para dar senão o que Tu me deste. Tira o coração, portanto, e comprime-o sobre a face desta esposa”.

 

Teresinha de Lisieux foi proclamada por Papa São João Paulo II, em 1997. Ela nasceu em França e viveu entre 1873 a 1897.

 

O título de Doutora dado a Teresinha foi motivo de reflexão sobre o seu significado. Pois em sua curta vida - apenas 24 anos - Santa Teresa de Lisieux não pôde frequentar uma Universidade e nem sequer os estudos sistemáticos. A esse respeito, João Paulo II refletiu na homilia em que concedeu o título à jovem:

 

“Entre os ‘Doutores da Igreja’, Teresa do Menino Jesus e da Santa Face é a mais jovem, mas o seu ardente itinerário espiritual demonstra muita maturidade, e as intuições da fé expressas nos seus escritos são tão vastas e profundas, que a tornam digna de ser posta entre os grandes mestres espirituais”. 

 

São João Paulo II destacou que Teresinha de Lisieux não só compreendeu a profunda verdade do Amor como centro e coração da Igreja como a viveu com intensidade em sua breve existência.

 

Hildegarda de Bingen era mística alemã e foi proclamada Doutora pelo Papa Bento XVI em 2012. Foi monja beneditina que viveu entre 1908 a 1179.

 

Ao conceder o título a Hildegarda, Bento XVI destacou o seu valor para o tempo presente: “No horizonte da história, esta grande figura de mulher se define com clareza límpida por santidade de vida e originalidade de doutrina.

 

Aliás, como para qualquer experiência humana e teologal autêntica, a sua importância supera decididamente os confins de uma época e de uma sociedade e, não obstante a distância cronológica e cultural, o seu pensamento manifesta-se de atualidade perene”.

 

Ao ponderar o motivo que a Igreja considerou a grandiosa mística como Doutora da Igreja Universal, Bento XVI frisou:

 

“A atribuição do título de Doutor da Igreja universal a Hildegarda de Bingen tem um grande significado para o mundo de hoje e uma extraordinária importância para as mulheres.

 

Em Hildegarda resultam expressos os valores mais nobres da feminilidade: por isso também a presença da mulher na Igreja e na sociedade é iluminada pela sua figura, tanto na ótica da pesquisa científica como na da ação pastoral. A sua capacidade de falar a quantos estão distantes da fé e da Igreja fazem de Hildegarda uma testemunha credível da nova evangelização”.

 

Referências

 

CAVALHEIRO, Elisangela. Mulheres Doutoras da Igreja. Disponível em: http://www.a12.com/redacaoa12/espiritualidade/mulheres-doutoras-da-igreja-da-universal Acesso em 12.10.2017.

 

PELLEGRINI, Luís. A História das Santas Cristãs. Disponível em: https://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/10189/A-hist%C3%B3ria-das-santas-crist%C3%A3s.htm Acesso em 12.10.2017.

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